
Nova edição da Revista do Observatório traz como tema a educação integral
Versão digital reúne artigos, reportagens e entrevistas mostrando projetos que integram tecnologia, arte e cultura ao ensino
Está no ar a 2ª edição da Revista do Observatório, que conta com entrevistas, reportagens exclusivas e artigos que trazem reflexões sobre a importância e boas práticas de escolas integrais e de tempo integral. O conteúdo revela como a cultura, a arte, a tecnologia e o esporte, além de projetos desenvolvidos fora do ambiente escolar, impactam o desenvolvimento dos estudantes. O material é gratuito e está disponível no site do Observatório da Fundação Itaú.
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Um dos destaques da revista é a entrevista com Neca Setubal, doutora em psicologia da educação e atual presidente do conselho da Fundação Tide Setubal. Entre suas contribuições, reconhece que o território exerce uma influência significativa no desenvolvimento integral e, portanto, as políticas educacionais e culturais devem considerar a realidade de cada local onde a escola está inserida.
Já as reportagens, produzidas em parceria com os veículos, Gênero e Número e Associação Cultural Nonada Jornalismo, mostram escolas que desenvolvem projetos interdisciplinares, conectando cultura, esporte, tecnologia e educação. Na rede municipal de Vitória (ES), por exemplo, sete escolas oferecem salas temáticas, oficinas de música, projetos de escrita, batalhas de rima, espaços de arte e práticas pedagógicas.
Em São Leopoldo (RS), estudantes utilizam impressoras 3D, bancadas coloridas, computadores e painéis de ferramentas em sua rotina, ampliando o repertório dos adolescentes com a tecnologia digital.
As iniciativas não estão restritas apenas à sala de aula. Em São Paulo (SP), estudantes caminham por feiras de rua para conhecer um pouco mais sobre seu bairro. A partir das visitas, os adolescentes indicam para a escola possíveis receitas considerando os alimentos encontrados no território.
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Uma iniciativa semelhante ocorre em Cruz do Espírito Santo (PB), com escolas inseridas em comunidades de tradição agrícola realizando ações além dos muros escolares. O projeto inclui horta orgânica, trilha empreendedora, oficinas de sustentabilidade e a implantação de um sistema de aquaponia.
Outra reportagem presente na revista detalha o vínculo afetivo dos estudantes com as escolas de tempo integral. Em Porto Alegre (RS), os adolescentes relatam que esse modelo permite maior proximidade com colegas e professores, além de contar com atividades esportivas e artísticas intercaladas com disciplinas convencionais, o que promove uma ruptura com o modelo didático tradicional.
Educação Integral
A Fundação Itaú lançou, em 2025, o “Documento-base Educação Integral”, que apresenta dados e análises sobre os impactos desse modelo de ensino. Entre os principais destaques da publicação, está a forma como a ampliação do tempo de permanência na escola contribui para a formação de crianças, adolescentes e jovens, além de colaborar para a redução das desigualdades sociais e educacionais no Brasil e em outros países da América Latina.
O material foi elaborado com base na análise de pesquisas e estudos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Conselho Nacional de Educação (CNE) e do Ministério da Educação (MEC).