
ESTUDANTES ESTABELECEM VÍNCULOS E APROFUNDAM APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO DE TEMPO INTEGRAL
TEXTO Alexandre Briozo Filho, do Nonada Jornalismo
FOTOS Alexandre Briozo Filho, Desirée Ferreira e Letícia Vieira
Na região do Morro Alto, periferia do bairro de Ipanema, na Zona Sul de Porto Alegre (RS), o refeitório da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Prof. Gilberto Jorge Gonçalves da Silva é preenchido tanto pelo falatório das crianças e dos adolescentes que lá almoçam quanto pelo ruído das colheres raspando o fundo dos pratos, indicando que a hora do almoço está quase chegando ao fim. Com isso, também chega ao fim o período de convivência, que se inicia ao meio-dia e vai até às 13h. A escola adotou o modelo de ensino em tempo integral em 2022.
É durante essa uma hora que os estudantes de todas as turmas, do 1º ao 9º ano, além de almoçar, descansam e retomam as brincadeiras e fofocas iniciadas no recreio ou nos projetos do turno da manhã, que não raro integram em suas turmas estudantes de diferentes anos. O som do próximo sinal, que antes mesmo de soar já deixa as crianças e os adolescentes em polvorosa, anuncia a hora do retorno para as salas de aula. Começa mais um turno na escola municipal do Morro Alto.
Para entender a perspectiva dos estudantes, a reportagem se propôs a acompanhar os alunos a partir do “POV”, sigla em inglês para Point of View, ou “ponto de vista”. Popular nas redes sociais, o termo indica quando uma situação é apresentada pela perspectiva de quem a vive, convidando o público a se imaginar naquela experiência.
Lyra Fernanda Silva, de 14 anos, por exemplo, é figurinha carimbada nas partidas de futsal da escola, tem voz afinada para o canto e não dispensa uma caminhada na orla do Lago Guaíba quando está longe do ambiente escolar, onde passa nove horas diárias de segunda a sexta. Estudante do 8º ano, ela encontrou no ensino de tempo integral uma maneira não só de aprofundar seus conhecimentos na base curricular tradicional, sustentada por disciplinas como português e matemática, mas também de desenvolver seus interesses individuais e aptidões nas disciplinas alternativas, em que participa de projetos esportivos, culturais e de fomento ao debate racial.
Desde que passou da rede estadual para a municipal, no início do ano passado, a estudante trocou as quatro horas por dia do ensino regular pelo ensino integral. Na perspectiva de Lyra, essa mudança trouxe significativas mudanças em sua vida. Ela destaca a melhora em sua aprendizagem e na gestão do seu tempo livre, dedicado a ficar com a família e os amigos e a realizar atividades que promovam o seu bem-viver, como ginástica e canto.
Lyra, que mora num condomínio no bairro vizinho, o Ipanema, amanhece junto dos primeiros vestígios de claridade do dia para chegar à escola no horário certo. “Eu acordo às 6h30. Aí acordo minha irmã, me arrumo e, lá pelas 7h45, eu saio de casa”, relata. Ela e a irmã, que também estuda nessa instituição de ensino, vão de carro para a escola e, por essa razão, levam menos de 15 minutos para chegar. Às 8h, Lyra já está na sala de aula.
Apesar do dia cheio, a estudante não relata cansaço ao chegar em casa no fim da tarde, muito por causa das cinco refeições que realiza na escola ao longo do dia, que dão a energia necessária para enfrentar o dia. “Esse é outro detalhe que eu gosto sobre o ensino integral aqui na escola. Porque a gente não sabe o que outras crianças podem estar passando lá fora. Pode ter gente que não consegue ter as cinco refeições em casa”, reflete.
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Hagatha Guimarães Marques, de 14 anos, colega de Lyra no 8º ano, encara a rotina de outro modo. O cotidiano escolar intenso, mesmo com as refeições reforçadas, faz com que a única coisa que ela queira fazer em casa depois de chegar da escola seja se jogar na cama. “Eu também assisto a filmes e séries quando chego em casa, mas no fim das contas acabo dormindo”, conta. Aficionada de esportes, Hagatha dá tudo de si nas atividades esportivas e culturais, como os projetos de vôlei, futsal e teatro, em que o encontro com colegas de outras turmas e de outros anos torna o tempo mais proveitoso.
Mas, além de suas responsabilidades individuais como estudante, ela ainda exerce cuidados sobre quem não tem idade o suficiente para olhar por si. Como boa parte dos alunos matriculados, Hagatha também tem irmãos que estudam na instituição. Por ser a mais velha, ajuda os pais nos cuidados com as irmãs mais novas, responsabilizando-se não só por acordar e preparar a si mesma para ir à escola, como também as irmãs. Todas prontas, o caminho até a instituição é feito pé ante pé.
TEMPO PARA CONVÍVIO COLETIVO
O que Lyra mais gosta no ensino integral é a possibilidade de ter mais tempo para aprofundar seus estudos no sentido interdisciplinar de sua formação. No período de nove horas, a estudante se dedica tanto ao currículo escolar, composto de cinco eixos temáticos, quanto às atividades com que tem mais afinidade, como o vôlei, o futsal e a música.
Fora isso, ter maior proximidade com os colegas e com os professores, segundo conta a estudante, é um dos motivos para as melhorias que observou em seu processo de formação educacional. “Aqui, parece que as pessoas se importam mais se o aluno não entendeu. Se o aluno pegou bem aquilo ou se ele só entendeu por cima. E aqui também parece que eles conseguem dar mais atenção para os estudantes em si”, observa.
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“Esse é outro detalhe que eu gosto sobre o ensino integral aqui na escola. Porque a gente não sabe o que outras crianças podem estar passando lá fora”
Essa atenção não acontece apenas dentro da sala de aula, com os professores acompanhando aluno por aluno na realização e na correção das atividades. Quando se caminha pelos corredores, pátios e demais áreas de recreação da instituição, tanto durante o recreio como durante os projetos, não raro se observam conversações entre estudantes e professores que fogem do padrão interativo verticalizado, típico do ensino tradicional.
“Por causa do tempo que passamos na escola, temos um contato maior com os professores. A relação é diferente”, explica Braian Lucas de Souza, de 13, do 7º ano. A proximidade entre aluno e professor promovida pela extensão da carga horária também abre espaço para uma troca mais afetiva e menos hierárquica, possibilitando um aprendizado que se fortalece na troca de experiências e ensinamentos de ambos os lados. É o que ocorre com a professora Laura Galli, de história, e o professor Ítalo Noan dos Santos, das disciplinas de ciências. Ambos possuem uma relação de proximidade com os estudantes.
Assim como Lyra, a rotina de Braian na escola é recheada de aulas do currículo básico e de projetos do currículo integral. He também acorda cedo, embora um tanto mais tarde; põe-se de pé às 7h20 e, às 7h50, encaminha-se para a escola, que fica a poucos metros de sua casa. Residente do Morro Alto, Braian está familiarizado com as ruas estreitas que levam até a instituição, limítrofe entre uma região de moradias de baixa renda e de um condomínio de casas de alto padrão.
Embora a proposta do ensino integral seja uma vantagem no sentido de oferecer uma formação multidisciplinar, nem todas as realidades são bem contempladas, como é o caso de Braian. “Acho que o tempo integral na escola pode ser bom para alguns, mas para outros nem tanto, porque alguém que tem de 14 anos para cima pode estar iniciando no trabalho, talvez um jovem aprendiz, e isso pode dificultar”, pontua. O jovem pensa em trabalhar para “conquistar as suas coisas e não depender tanto de sua mâe para fazer coisas básicas”.
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Participação em atividades artísticas
APRENDIZAGEM FORA DA SALA DE AULA
A rotina escolar de Lyra, Hagatha e Braian, de segunda a sexta, bem como a dos demais estudantes da instituição, é dividida entre os cinco eixos que compõem o currículo do ensino integral na rede municipal de Porto Alegre: linguagens, identidades e autonomia, que compreende os domínios de língua portuguesa, línguas adicionais e matemática; tempos, espaços e cidadania, que abrange os domínios de geografia, história, filosofia e cultura religiosa e ética e convivência; tecnologias e desenvolvimento sustentável, relativo aos domínios de ciências naturais, tecnologias da informação e comunicação na educação e educação ambiental e sustentabilidade; desenvolvimento científico, compreendendo a função social da ciência e aprofundando os elementos que envolvem uma investigação científica; e corpo, cultura e movimento, que valoriza e utiliza conhecimentos sociais, culturais e digitais.
Nesses eixos, as disciplinas regulares, como português, matemática e história, se encontram com as disciplinas alternativas, em que acontecem projetos como o de estudos antirracistas e o de educação para a diversidade, do eixo de tempos, espaços e cidadania. Embora algumas escolas defendam a divisão entre as disciplinas regulares pela manhã e as alternativas pela tarde, a escola do Morro Alto entende que mesclar as diferentes atividades ao longo do dia é vantajoso para os estudantes.
E Lyra concorda. Durante a semana, a estudante participa dos projetos do eixo de corpo, cultura e movimento, nas atividades de vôlei e futsal, fazendo uso da quadra de esportes, e dos projetos do eixo de tempos, espaços e cidadania, como o de estudos antirracistas, do qual Braian também participa. Esse último projeto acontece uma vez por semana, reunindo estudantes na Sala de Inovação da escola para dialogar sobre o assunto a partir de autores e personalidades negras.
Esses momentos que possibilitam uma quebra no modelo didático escolar que prioriza o ensino tradicional sustentado em copiar informações do quadro, segundo os estudantes ouvidos pela reportagem, são o que torna as nove horas na escola menos enfadonhas. Embora seja uma pedagogia válida, copiar do quadro se torna menos atrativo à medida que a atenção de crianças e jovens é cada vez mais disputada por atividades mais dinâmicas, consequência da influência de plataformas de vídeo e redes sociais.
Uma didática mais diversificada também influencia nas preferências pessoais dos estudantes pelas disciplinas regulares. Para Braian, as diferentes maneiras pelas quais aprende história, como através do projeto de educação para a diversidade, fazem com que a disciplina seja a sua favorita. “Chama minha atenção saber da cultura das pessoas e saber como funciona, digamos assim, um local num país. Saber sobre a história. Sobre como foi. Me interessa conhecer a história para não faltar com respeito com a religião ou com a cultura de alguém”, diz.
Já para Lyra, que não é muito afeita a copiar o conteúdo das disciplinas no caderno, “acabo gostando mais de matemática, história, português e geografia, porque eu não faço só quadro, quadro, quadro. Os ‘profes’ fazem a gente realizar pesquisa e também há jogos que se relacionam com a matéria. Isso nos tira de dentro da sala de aula”, comenta.
Sair da sala de aula, aliás, também proporciona mais oportunidades de socialização entre os estudantes. Foi dessa forma que Lyra, Hagatha e Braian, apesar de esse último ser de outro ano e turma, se aproximaram. “Eu gosto bastante desse momento fora da sala de aula, porque a gente conversa mais com os colegas. E aí sempre tem uma nova oportunidade de conhecer outras pessoas”, diz Hagatha.
EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA EM FOCO
No povoado de Onze Mil Virgens, município de Conceição da Feira, no interior da Bahia, os ônibus escolares chegam à escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI) Constantino Ferreira de Miranda pouco antes do início das aulas, às 8h, trazendo jovens e crianças dos povoados vizinhos para mais um dia na instituição.
Assim como a escola Gilberto Jorge, em Porto Alegre, para a escola de tempo integral de Conceição da Feira, contar com esse modelo de ensino é uma chance de aprofundar conhecimentos e incentivar a cultura local entre os estudantes. Em 2025, a instituição completou três anos atuando por meio do ensino integral.
Hugo de Jesus Ferreira, de 13, está no 7º ano e valoriza os projetos com os quais pode aprender mais sobre o próprio território. “Eu gosto muito dos projetos de leitura. Tem o Senta que Lá Vem História, o Quinta Literária e o Poesia com Tapioca. Antes dos projetos eu não lia tanto, mas depois comecei a ler mais. Percebi que a leitura é encantadora, que abre portas. E que, quando a gente se aprofunda nas letras, a gente encontra mundos”, relata o estudante.
Outra fã dos projetos de leitura é Stefhany Vitória Marinho, de 12 anos, do povoado de Tabua, que, desde que passou a integrá-los, estabeleceu metas de leitura anuais que ultrapassam dezenas de livros. Só em 2025, a estudante do 7º ano leu mais de 30. “Eu gosto muito da leitura. Eu era uma menina das redes sociais, mas aí percebi que o tempo que eu passava nas redes sociais podia ser usado para pegar um livro e descobrir palavras novas, aprender outras coisas que eu não conhecia”, relembra.
A partir das leituras realizadas, que integram o currículo escolar no eixo de linguagens, a aproximação dos estudantes com a cultura local do povoado de Onze Mil Virgens, bem como com a cultura dos povoados vizinhos, se tornou maior. A realização do projeto Cultura Corporal, do eixo educativo de ateliê e educação esportiva, contou com o tema de aquilombamento e despertou o interesse dos estudantes justamente por trabalhar diretamente com as suas realidades.
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Redução nas horas dedicadas por mulheres horas aos afazeres domésticos comparativamente aos homens
Na última edição do projeto, o samba assumiu protagonismo e colocou os alunos para dançar apoiados nos calcanhares. A capoeira foi outra arte que cativou os estudantes. A partir da história de Mestre Bimba, figura que revolucionou a capoeira na Bahia, eles se aprofundaram na história do próprio estado e do próprio povo.
Trabalhar questões relacionadas ao aquilombamento dentro da escola é o que encanta Thaila Santos da Conceição, do povoado de Grota. Para ela, as memórias cultivadas na escola de tempo integral são mais marcantes em comparação com aquelas que cultivou na instituição de ensino regular em que estudava antes. “Aqui, eu passei a me alertar para a gravidade do bullying e do racismo através dos projetos que fazemos e das disciplinas que temos em sala de aula”, destaca.
Hugo enxerga esses aprendizados como uma aceleração de sua formação, além de uma contribuição para sua percepção sobre território e racialidade. “Percebi que o negro pode tudo. O negro é bonito”, ressalta.
O QUE A TERRA DÁ COMO PROJETO ESCOLAR
Laila Cristina e Jéssica Luiza Mota, ambas de 17 anos, são estudantes da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Profª Ruth dos Santos Almeida, em Belém, no Pará, e possuem rotinas parecidas. Na escola de tempo integral, são da mesma turma do 1º ano do Ensino Médio e participam dos mesmos projetos, protagonizados pela temática ambiental. Embora atravessem os dias estudando, quando chegam em casa elas ajudam a família com as tarefas domésticas e gerenciam o tempo livre entre descanso e mais estudos. A pressão por um bom desempenho nessa fase, que já abre espaço para pensar na graduação, é uma constante.
Apesar do cotidiano repleto de tarefas, as estudantes enxergam o ensino integral como uma alternativa imprescindível nesta etapa de suas vidas, dando a elas mais tempo para focar na educação. E os benefícios desse modelo de ensino são perceptíveis até nos pequenos detalhes. “Eu costumava ser bem tímida. Esse contato que tenho com colegas e professores no ensino integral me permitiu trabalhar isso. Hoje minha capacidade de socialização é outra”, comenta Laila. Para Jéssica, o mesmo pensamento se aplica: o nervosismo que antes tinha ao se comunicar foi se esvaindo à medida que ela trabalhava com colegas e professores ao longo do dia, tanto nas disciplinas regulares quanto nos projetos.
No projeto Jardim Medicinal, trabalhado na disciplina de ciências da natureza, as estudantes cultivam plantas medicinais, entrando em contato com os saberes ancestrais de povos indígenas e quilombolas do estado. Esse contato, segundo elas, não só contribui para a conscientização sobre a importância desses conhecimentos e suas aplicações, como também as aproxima de uma realidade que inclui o meio ambiente na sala de aula, deixando de restringi-lo à data comemorativa no calendário.
É no projeto Jardim Medicinal que produtos como velas aromáticas, repelentes naturais e aromatizantes são produzidos. Essa produção ocorre num contexto interdisciplinar entre o projeto e o laboratório de química da escola, onde os produtos são manipulados e fabricados.
Outro projeto que faz uso da terra como um meio é o Horta Escolar, no qual as estudantes cultivam o solo e os vegetais que dele brotam para consumo próprio na instituição. Por esse motivo, a hora do lanche se torna um momento ainda mais esperado, ao contar com a expectativa de ver no prato aquilo que foi cultivado com especial atenção. “O almoço conta muito com a nossa horta. Utilizamos os vegetais que a gente consegue cultivar. São vegetais ainda bem pequenos, mas a gente utiliza, sim. O colorau que a gente conseguiu produzir aqui também fortifica a nossa merenda escolar”, relata Laila.
Para Jéssica, quando o cardápio do almoço é carne com cenoura, o dia está garantido; quando se fala no mingau com arroz-doce que é servido no lanche, ambas ficam extasiadas. “Eu gosto de comer o mingau de arroz-doce especificamente quando está aquele clima de tarde em que está chovendo, e fica aquele climinha bom”, confidencia Jéssica. O que sobra das refeições é direcionado para a compostagem, vinculada ao projeto Terra Viva; por meio dela, os estudantes produzem fertilizantes utilizados na própria horta escolar.
“Os ‘profes’ fazem a gente realizar pesquisa e também há jogos que se relacionam com a matéria”
No contexto do Ensino Médio, o ensino integral acaba funcionando como um termômetro para os caminhos que serão traçados pelos estudantes uma vez formados no ensino básico. A depender dos interesses pessoais de cada um, é possível sair da escola tendo afinidade com aquilo que se pretende estudar ou trabalhar na graduação. No caso de Laila e Jéssica, essas escolhas ainda dependem dos dois anos de Ensino Médio que há por vir.
As preferências individuais das meninas, desta vez pouco parecidas, dão a elas pistas de quais serão esses caminhos. “Eu gosto de coisas mais calmas. De ouvir Beatles, ler livros de fantasia e jogar xadrez”, diz Laila. “Eu já gosto de coisas mais agitadas. Já fiz aula de dança, fiz balé, gosto de samba, funk, de coisas que me deixem em movimento. Também gosto de pintar e de ler autobiografias de filósofos”, emenda Jéssica.
A seguinte matéria foi produzida entre outubro e dezembro de 2025 e reflete os dados e informações disponíveis à época, considerando o processo editorial da revista.
NONADA A Associação Cultural Nonada Jornalismo é uma organização sem fins lucrativos que articula cultura, jornalismo e educação com o objetivo de fortalecer vozes, saberes e territórios, contribuindo para a valorização da diversidade cultural e para a transformação social no Brasil.
Independentemente das preferências individuais e do perfil comportamental de cada um dos estudantes, a pluralidade de atividades oferecidas pelas instituições que adotam o ensino integral possibilita um terreno fértil para o desenvolvimento tanto de aspirações quanto de competências socioemocionais. Sendo a escola uma instituição capaz de alterar profundamente a trajetória de uma vida, contar com um ambiente diverso que contribui para uma formação interdisciplinar é um bom caminho para formar cidadãos membros de uma sociedade que valoriza o coletivo.