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Cerca de quatro em cada dez jovens participam de atividades artísticas na escola

Frequência é superior à média dos países da OCDE, conforme aponta o primeiro volume da coletânea Intersetorialidades


A coletânea “Intersetorialidades: Estudo para a Construção de Políticas Públicas de Arte, Cultura e Educação”, da Fundação Itaú, revelou que 39% dos jovens brasileiros de 15 anos participam semanalmente de aulas ou atividades artísticas na escola. Entre as práticas mais comuns estão artes visuais (como desenho e pintura), escrita criativa, música e teatro.

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A pesquisa também mostrou que o índice dessas atividades em escolas brasileiras é superior à média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 27%. Os dados apresentados pelo documento são do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2022.

Ao somar as atividades artísticas na unidade de ensino com o que o estudante pratica fora do ambiente escolar, a frequência sobe para 63%, enquanto a média dos países da OCDE chega a 48%. Já para quem nunca participou dessas ações, independentemente do local, o percentual é de 15% e de 34%, respectivamente.

Apesar da frequência das práticas culturais nas escolas brasileiras, a oferta dessas atividades ocorre de forma desigual. As ações culturais na escola são consideradas uma oportunidade única para estudantes de baixo nível socioeconômico, já que as famílias de baixa renda consomem 28% do setor cultural, mesmo representando 70% dos domicílios brasileiros, segundo o documento.

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Influência positiva
A realização das atividades artísticas pelos jovens estão associadas a uma visão mais positiva em relação à escola. De acordo com o documento, em países onde os estudantes participam frequentemente de práticas artísticas, é observada uma maior sensação de segurança e de pertencimento, em comparação com seus colegas que têm menor frequência ou não participam dessas ações.

Apesar dos impactos positivos, à medida que os estudantes avançam na educação formal, a exposição às artes costuma diminuir. Nos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano), as disciplinas de artes representam em média 7% da carga horária, variando entre 3% na Comunidade Francesa e 13% na Itália.

Sobre a coletânea
O documento faz parte da coletânea “Intersetorialidades: Evidências em arte, cultura e educação”, composta por um resumo executivo e quatro volumes. São eles: Estudo para Construção de Políticas Públicas de Arte, Cultura e Educação”, “Aprendizados a partir de análise dos dados de Cultura e Educação”, “Mapeamento de experiências em arte, cultura e educação”, e “Estudos de caso em arte, cultura e educação no Brasil”.

Os materiais sistematizam dados de pesquisas que demonstram o impacto da cultura na educação. Também são apresentadas experiências internacionais, experiências desenvolvidas pelo poder público e pela sociedade civil e estudos de caso realizados em diferentes territórios brasileiros.

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