Pesquisa da Fundação Itaú revela como a tecnologia pode unir aprendizagem e avaliação para promover equidade no Brasil.
A Fundação Itaú apresenta os resultados da pesquisa "Uso de IA Generativa no Aperfeiçoamento da Avaliação Educacional no Brasil", coordenado por Maria Helena Guimarães de Castro e Priscilla de Albuquerque Tavares. A partir da análise de experiências nacionais, internacionais (como Pisa/OCDE e Naep/EUA) e entrevistas com especialistas, a pesquisa aponta que a Inteligência Artificial marca um ponto de inflexão: a passagem de uma avaliação apenas classificatória para uma avaliação formativa e integrada ao ensino
Principais Destaques:
• Diagnóstico em Tempo Real: A IA permite que a avaliação deixe de ser um evento isolado e se torne contínua, oferecendo feedbacks imediatos e personalizados para alunos e professores.
• Avaliação de Competências Complexas: Além de corrigir respostas, a tecnologia consegue analisar o processo de raciocínio do estudante (dados de processo), mensurando habilidades como criatividade e pensamento crítico.
• Eficiência e Apoio ao Docente: A automação da correção e a geração de itens reduzem a carga burocrática, permitindo que o professor foque na mediação pedagógica.
• Recomendações para o Brasil: Para modernizar o sistema educacional (incluindo o Saeb), o estudo recomenda investir em infraestrutura digital nas escolas, garantir letramento em IA para educadores e criar uma governança ética para proteger os dados dos estudantes.
O desafio brasileiro não é apenas adotar a tecnologia, mas mudar a cultura da avaliação: sair de um modelo punitivo ou classificatório para um modelo focado no desenvolvimento integral do estudante.
Baixe o relatório completo para ver as recomendações estratégicas.