
O estudo avalia a qualidade da inserção produtiva dos egressos do Ensino Profissional e Tecnológico (EPT), por meio do uso de um indicador composto que abrange participação na força de trabalho, ocupação, formalidade, salário e intensidade de tarefas rotineiras.
- No documento explica-se que a inserção produtiva vai além do simples emprego, englobando a busca ativa por trabalho, a qualidade da ocupação, a renda, a estabilidade financeira e a preparação para um mercado de trabalho em constante mudança.
- O índice de qualidade da inserção produtiva proposto, que varia de 0 a 1, sendo 1 o melhor resultado, é baseado em cinco indicadores: participação na força de trabalho, ocupação, formalidade, salário e intensidade de tarefas rotineiras.
- Os resultados mostram que o desempenho dos egressos da EPT é superior ao dos egressos do Ensino Médio (EM) regular e daqueles que iniciaram o Ensino Superior (ES) mas não concluíram.
- O estudo também destaca que a EPT tem um bom desempenho em relação à participação na força de trabalho, ocupação e formalidade, mas fica aquém do ES em termos de salários e intensidade de tarefas rotineiras.
- A heterogeneidade do índice entre as Unidades Federativas (UFs) é atribuída, em parte, às diferentes condições do mercado de trabalho em cada região.
- O estudo conclui que há fortes indicativos de que os egressos da EPT têm boa inserção no mercado de trabalho, com desempenho superior ao do EM regular, mas inferior ao do ES.
- No geral, o estudo evidencia o valor da EPT como modalidade de ensino que promove a inserção produtiva dos jovens no mundo do trabalho.