
O estudo analisa a democratização da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) no Brasil, considerando fatores como raça, gênero, condição socioeconômica e local de residência. Historicamente, o Brasil apresenta baixos níveis de escolarização, impactando o desenvolvimento econômico e a concentração de renda. A EPT, em particular, possui um número baixo de matrículas em comparação com outros países, apesar dos retornos econômicos associados a ela.
O material investiga se a oferta de EPT é equitativa para jovens brasileiros, focando em quatro dimensões: socioeconômica, gênero, raça e local de residência. Também propõe uma trajetória de expansão do acesso equitativo nos sistemas estaduais de EPT até 2034.
Os resultados indicam um relativo equilíbrio no número de matrículas na EPT nas dimensões de gênero, raça e localização. No entanto, há um desequilíbrio considerável na dimensão socioeconômica, onde jovens de menor nível socioeconômico estão menos presentes na EPT.
O documento propõe, ao final, metas de expansão das matrículas para cada sistema estadual de ensino, visando equilibrar a oferta de EPT nessas quatro dimensões até 2034. Há uma grande heterogeneidade de trajetórias, exigindo que cada estado elabore planos considerando suas particularidades locais.
Em resumo, embora haja um certo equilíbrio geral na EPT em relação a gênero e raça, a dimensão socioeconômica apresenta o maior desafio. Os desequilíbrios variam significativamente entre regiões e eixos de especialização, indicando a necessidade de políticas públicas específicas para cada contexto.