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Quatro a cada cinco estudantes esperam completar o ensino superior

Dados obtidos pelo Pisa revelam que 74% dos adolescentes têm expectativas de seguir com a trajetória escolar mesmo após finalizar a educação básica


Para a maioria dos adolescentes brasileiros, a conclusão do Ensino Médio não significa interromper o percurso acadêmico. Neste Dia do Estudante (11), celebrado nesta terça-feira, um dado do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) aponta o desejo dos jovens de seguir estudando após o fim da educação básica.

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Segundo a pesquisa, 74,8% dos estudantes têm planos de, pelo menos, conseguir um diploma do Ensino Superior. O percentual mostra a expectativa dos adolescentes com a trajetória escolar e está próximo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 77%.

No entanto, o índice muda conforme o nível socioeconômico do jovem, apontando que 92,2% dos adolescentes com maior poder aquisitivo esperam concluir a graduação. Já entre aqueles com nível socioeconômico mais baixo, o percentual cai para 69,3%, revelando uma desigualdade também nas perspectivas dos estudantes.

A decisão de seguir para outras etapas de ensino também pode contribuir para a trajetória profissional. Quanto mais alto o nível de escolaridade, maiores são as oportunidades de acesso a empregos qualificados. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2024, 84,7% dos jovens de 15 a 29 anos com Ensino Superior completo estavam ocupados, enquanto o percentual era de 66,1% entre aqueles que haviam concluído apenas o Ensino Médio.

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A Educação Profissional e Tecnológica (EPT) também se apresenta como uma alternativa para ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho. De acordo com o mesmo estudo, 73,7% dos jovens que concluíram o Ensino Médio e um curso técnico estavam ocupados.

Além de ampliar as oportunidades de trabalho, o nível de escolaridade influencia o tipo de ocupação. Entre os jovens que não concluíram o Ensino Médio, 63% estão na informalidade. O percentual cai para 38,1% entre aqueles que concluíram a educação básica e é ainda menor entre os que possuem diploma de Ensino Superior, chegando a 30,3%.

A escolaridade também está relacionada ao rendimento profissional. A diferença de renda média entre jovens com Ensino Médio completo e aqueles com graduação chega a cerca de R$ 2 mil. Enquanto os primeiros recebem, em média, R$ 1.937, os profissionais com nível superior têm rendimento médio de R$ 3.956.

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