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Estudantes de escolas públicas querem melhorias no ensino e na infraestrutura escolar

Pesquisa revela qual é a expectativa dos adolescentes e jovens de escolas públicas em relação aos governos que assumem em 2027


As principais demandas dos estudantes da rede pública estadual para os futuros governantes são medidas para a melhoria do ensino e da aprendizagem (22%) e da infraestrutura escolar (20%). Neste último caso, consideram aspectos como a manutenção dos prédios e a aquisição de climatizadores, incluindo ventiladores e aparelhos de ar-condicionado, além de mesas, cadeiras e outros equipamentos.

O resultado é da pesquisa “O que os estudantes pensam sobre a Educação?”, realizada pelo Instituto Datafolha a pedido da Fundação Itaú, da Fundação Lemann, da Fundação Telefônica Vivo, do Instituto Natura, do Instituto Sonho Grande, do Instituto Unibanco e do Todos Pela Educação.

“A pesquisa revela que os estudantes têm consciência sobre o que é importante para a escola. Quando a aprendizagem aparece como prioridade e a formação técnica, a tecnologia, o tempo integral e a possibilidade de escolha ganham relevância, temos um recado claro para as políticas públicas. Ouvir os jovens é fundamental para construir respostas mais conectadas à realidade das escolas e garantir condições para que cada estudante e futuro profissional avance em sua trajetória com qualidade, equidade e perspectivas concretas”, diz Patricia Mota Guedes, superintendente do Itaú Social.

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70% dos estudantes

afirmam usar a Inteligência Artificial com frequência

90%

Consideram importante fazer um curso técnico ou profissionalizante

A percepção sobre a atuação dos professores está associada à avaliação que os estudantes fazem da escola. Entre os que dizem que os professores explicam bem os conteúdos, 75% avaliam a escola como boa ou ótima. Já entre aqueles que afirmam que os professores não explicam bem, esse percentual cai para 48%, indicando o educador como um dos fatores importantes para o avanço da educação.

Os mais novos percebem maior motivação entre os professores, com 78% dos estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) apontando que veem os educadores estimulados a dar aula. No Ensino Médio, esse percentual cai para 69%.

O levantamento é uma segunda onda da Pesquisa nacional “O que a população pensa sobre a educação 2026”, divulgada em setembro deste ano. O primeiro levantamento ouviu brasileiros a partir dos 16 anos e buscou avaliar a importância atribuída à educação pela população e sua relação com a agenda dos próximos governos.

Na ocasião, 83% defenderam que a educação estivesse entre as três prioridades dos governadores que tomarão posse em 2027, enquanto 71% afirmaram que as ações dos governos na área influenciam a decisão de voto dos eleitores.

Tecnologia
A Inteligência Artificial (IA) está presente na rotina de estudos dos jovens que foram ouvidos pelo levantamento. Cerca de sete em cada dez (71%) afirmaram usar a tecnologia com frequência ou de vez em quando, seja para estudar ou fazer trabalhos da escola.

Na escola, 70% dos estudantes afirmam que os docentes recorrem à tecnologia em sala de aula pelo menos uma vez por semana. Apesar da frequência, cerca de um em cada três alunos discorda de que os professores estejam bem preparados para utilizar tecnologia nas aulas.

Educação Profissional e Tecnológica
A pesquisa também mostrou que a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) é valorizada pelos jovens. Segundo o levantamento, 90% consideram importante que os estudantes possam fazer um curso técnico ou profissionalizante durante o Ensino Médio.

A percepção sobre a importância da formação profissional também dialoga com o estudo “Potenciais efeitos macroeconômicos da expansão da oferta de ensino médio técnico”, do Itaú Educação e Trabalho. De acordo com a pesquisa, os profissionais com essa qualificação ganham, em média, 32% a mais do que aqueles que possuem apenas Ensino Médio.

Sobre a pesquisa
O levantamento foi realizado com 5.296 alunos dos Anos Finais do Ensino Fundamental e do  Ensino Médio da rede pública estadual nas cinco regiões do país. A pesquisa investigou a percepção sobre temas como aprendizagem, atuação dos professores, educação profissional, uso de tecnologia, educação em tempo integral e possibilidades de escolha de itinerários no Ensino Médio.

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