Juventudes e o Mundo do Trabalho
Realizada pelo Observatório Fundação Itaú e pelo Itaú Educação e trabalho, com apoio técnico do Datafolha e do Instituto Locomotiva
Objetivo
Compreender, sob a ótica dos jovens, os sentidos atribuídos ao trabalho na atualidade, os fatores que influenciam suas escolhas profissionais e os principais atrativos e barreiras percebidas nos diferentes modelos de inserção no mercado de trabalho.
Metodologia qualitativa: 16 Grupos focais, com 6 a 8 participantes cada, com jovens de 16 a 29 anos de todo o país, de diferentes níveis socioeconômicos, escolaridades e perfis ocupacionais de trabalho.
Metodologia quantitativa: realizada por meio de entrevistas pessoas e individuais, mediante aplicação de questionário estruturado. Os entrevistados foram abordados em pontos de fluxo populacional.
1.816 entrevistas
População de 16 a 29 anos de todas as classes econômicas, gêneros, raças e escolaridades.
2025 e 2026
Campo qualitativo realizado em 2025; Campo quantitativo realizado em maio de 2026
2p.p
A margem de erro máxima para o total da amostra quantitativa é 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.
Destaques da Pesquisa:
70% dos jovens de 16 a 29 anos trabalham ou realizam estágio, metade (48%) estudam e metade 50%) cuidam da casa, índice que se acentua entre as mulheres. O emprego formal com registro em carteira é a modalidade de trabalho mais mencionada (44%) entre aqueles que trabalham.
O salário é o fator mais decisivo na escolha de um emprego para 64% das juventudes, seguido por benefícios, plano de carreira e ambiente de trabalho agradável (31% cada). No entanto, os jovens tendem a privilegiar a o bem-estar e a saúde mental na escolha de um trabalho: 62% deles afirmam que aceitariam ganhar menos se isso significasse trabalhar em um ambiente saudável, com menor estresse e menor pressão psicológica.
91% dos jovens consideram os cursos técnicos e profissionalizantes como o caminho mais rápido para conseguir um emprego, e 88% acreditam que essa modalidade prepara melhor para o mercado do que o ensino tradicional. Além disso, 86% afirmam que cursos técnicos são valorizados pelas empresas.
Mesmo diante das desigualdades estruturais e das constantes transformações do mundo do trabalho, os jovens mantêm o otimismo. 68% declaram ter um planejamento profissional para a visa. Além disso, pensando nos próximos cinco anos, 91% têm certeza de que sua situação financeira vai melhorar e 88% acreditam que terão uma condição de vida melhor que a de seus pais.
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